O que é real pra você? Se considerar que real é aquilo que
toca, cheira, sente gosto ou vê, então realidade são meros impulsos elétricos
enviados ao seu cérebro – palavras de Morpheus a Neo, numa cena de Matrix.
E realmente, o que é real? Por exemplo, último devaneio da
vida de consumidor, falou sobre o queijo ralado e sua mania de Shakespeare, ser
ou não ser queijo ralado... E agora venho mais uma vez mostrar que aquilo que
é, na verdade não é aquilo que deveria ser...
Lembra-se de quando era criança e nas festas de aniversário
sempre faziam aqueles bolos entupidos de chantilly e você ficava de olho sempre
na hora que cortariam o bolo com aquela tão disputada, doce e saborosa cereja
em calda.
E é sobre ela que falaremos, a cereja é um fruto da
cerejeira (AH VÁ?) e existem muitos tipos, o mais comum e mais acessível é
aquele tipo da cereja vermelha (maraschino), fruto asiático, extremamente raro
e caro. Se comido em grandes quantidades, causa problemas gastro-intestinais,
por ser muito forte, rica em componentes diuréticos e laxativos. (suas
necessidades fisiológicas 1 e 2)
Pois bem, se você passou a vida toda comendo essa cereja
achando que realmente estava comendo cereja, digo que você se lascou, pra não
dizer que você se fodeu.
Você não comeu cereja, comeu outra coisa que jamais pensaria
em comer, CHUCHU. Sim meu amigo, chuchu, aquele das piadas infames de que dá o
ano todo e etc...
Você sabe melhor que ninguém que o chuchu na verdade, não
tem gosto de patavinas, afinal provavelmente sua mãe entuxou isso em você
quando era criança, porque disse que fazia bem... Vamos conhecer o grande vilão
dessa história.
O chuchu é uma espécie de fruto, muito rico em potássio e
fibras, e como qualquer coisa que tenha fibras, absorve líquido, então o que
fizeram? Cozinharam chuchu em bolinhas (há uma ferramenta culinária pra isso),
com essência de cereja ou groselha, deixaram secar, criaram uma calda com
açúcar e a mesma essência e voilá, a realidade estava distorcida de maneira que
gerações de pessoas viveram acreditando que aquilo era realmente cereja.
Há também maneiras de se fazer com mamão, apenas substitua o
chuchu pelo mamão e pronto, você pode até enganar seus amigos. Houve um
trabalho de TCC (Filosofia) que usou esse artifício para nos mostrar o quão
apegados a realidade imposta a gente do que a verdadeira essência do que é
real.
Nunca questionamos o que comemos, raramente, quando a aparência da
comida/bebida parece duvidosa a nossos olhos o fazemos, mas na maioria do
tempo, simplesmente comemos sem pestanejar, sem imaginar que aquilo é feito de
outro produto, claro também somos vitimas das empresas que criam esses produtos
e nos ludibriam.
Façam o teste, quando forem no supermercado dêem uma olhada
nos potes de cereja em calda, verão que terá alguns dizeres como:
“Cerejas fabricadas artificialmente” ou “Confeitos de cereja
com sabor e cor artificiais” e até “Cerejas, água, açúcar, acidulante ácido
cítrico, corante vermelho 40 e aroma artificial de cereja.”
Claro isso estará escrito na parte de dentro do rótulo com
marca d’água em letras minúsculas e em braile, pra que você obviamente não
consiga nem imaginar que tem algo escrito ali.
Agora porra, para pra pensar, se tem cerejas (supondo que
sejam reais) porque diabos colocariam AROMA ARTIFICIAL DE CEREJA? Se forem
cerejas mesmo, pra que colocam aroma de cereja?
Corre que é cilada Bino, não compra essa porra que você vai
comprar Chuchu e vai gastar uma nota preta, afinal o preço dessas cerejas beira
os exorbitantes R$ 7,00. Claro que o Departamento de Investigações do Filo de
Buteco entrou em contato com um fabricante de cereja em caldas, vamos ver a
resposta:
“Agradecemos o envio da mensagem.
O Grupo XYZ trabalha intensamente para oferecer a melhor experiência de compra
para todos os nossos clientes em cada uma de nossas lojas. Trabalhamos com
transparência e seriedade, no intuito de proporcionar aos nossos clientes uma
experiência de confiabilidade e satisfação. Reconhecemos que nosso sucesso vem
da relação de confiança estabelecida com cada cliente no dia-a-dia.
O processo de fabricação desse item é elaborado na mais
tenra e fiel receita caseira de cerejas em caldas, como vivemos num país
tropical, vemos a necessidade de fabricar nosso próprio fruto, já que o mesmo
vem de uma outra localidade, tornando o custo pra importação muito alto.
Esta manifestação será tratada pela ouvidoria do Grupo XYZ diretamente com o
consumidor, estamos à disposição através do e-mail...
Por favor, aguarde o nosso retorno“.
Pois bem, senhoras e senhores essa foi a resposta, mandei
esse e-mail em meados de Março e estamos quase em Maio, não obtive mais
resposta.
Bom pelo menos agora você não tem mais desculpa de não comer
chuchu, vai ter que comer essa porra de qualquer jeito, ou então não vai mais
comer cereja, afinal vai comer chuchu, bom enfim, você entendeu.
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25 Mar 2010
Primeiro post, vou introduzir bem de leve o blog pra vocês.
Primeiramente, meu nome é Douglas, tenho 23# (sustenidos ou 25bemol) anos e sou natural do Planeta Terra, precisamente da cidade de São Paulo. Tenho paixão por filosofia e por humor escrachado e inteligente, porque não compartilhar com vocês, amigos e leitores, nerds de plantão e até os mais famigerados trolls de la intrenetê.
SE VOCÊ NÃO TEM PACIÊNCIA DE LER, LÁ NO FINAL TEM UMA SÍNTESE DO QUE É O BLOG, FIQUE A LA VONTÊ.
Esse blog estava no papel, já faz uns bons anos, nunca tive muito tempo/disposição/ânimo para tal. Hoje acordei meio jururu com a vida e resolvi criar de vez essa bagaça.
Mas porra Douglas, porque um blog sobre Filosofia, puta papo de louco manolo, sim eu sei, mas a Filosofia é por um lado uma porta pela qual, depois que se entra, não volta mais e de certa maneira a Filosofia nos proporciona momentos engraçados, então que tal eu misturar os dois termos? Bla bla bla bla bla vai te fazer dar risadas, ou sorrisos levemente amarelos.
Nada mais engraçado e escroto que as famosas "Filosofia de Buteco" que rolam na padaria da sua rua no domingo à tarde depois daquele clássico XV de Jaú e Piraporinha FC, onde você se reúne com seus amigos desde as 14:00 e bebem até o dono da padaria se cansar de vocês.
A cada semana, ou menos, dependendo da conexão com minha criatividade, teremos posts, alguns mais sérios, outros totalmente escrachados, tenho a intenção de fazer você leitor participar ativamenteou passivamente do blog. Em alguns casos, citarei experiências pessoais e até de amigos que já contribuíram com excelentes artigos.
A idéia principal do blog é tirar sarro dos questionamentos da vida existencial do nosso ser.
Primeiramente, meu nome é Douglas, tenho 23# (sustenidos ou 25bemol) anos e sou natural do Planeta Terra, precisamente da cidade de São Paulo. Tenho paixão por filosofia e por humor escrachado e inteligente, porque não compartilhar com vocês, amigos e leitores, nerds de plantão e até os mais famigerados trolls de la intrenetê.
SE VOCÊ NÃO TEM PACIÊNCIA DE LER, LÁ NO FINAL TEM UMA SÍNTESE DO QUE É O BLOG, FIQUE A LA VONTÊ.
Esse blog estava no papel, já faz uns bons anos, nunca tive muito tempo/disposição/ânimo para tal. Hoje acordei meio jururu com a vida e resolvi criar de vez essa bagaça.
Mas porra Douglas, porque um blog sobre Filosofia, puta papo de louco manolo, sim eu sei, mas a Filosofia é por um lado uma porta pela qual, depois que se entra, não volta mais e de certa maneira a Filosofia nos proporciona momentos engraçados, então que tal eu misturar os dois termos? Bla bla bla bla bla vai te fazer dar risadas, ou sorrisos levemente amarelos.
Nada mais engraçado e escroto que as famosas "Filosofia de Buteco" que rolam na padaria da sua rua no domingo à tarde depois daquele clássico XV de Jaú e Piraporinha FC, onde você se reúne com seus amigos desde as 14:00 e bebem até o dono da padaria se cansar de vocês.
A cada semana, ou menos, dependendo da conexão com minha criatividade, teremos posts, alguns mais sérios, outros totalmente escrachados, tenho a intenção de fazer você leitor participar ativamente
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